Quinta-feira Santa
A Quinta-feira Santa abre solenemente o Tríduo Pascal. É o dia da entrega. “Antes da festa da Páscoa, Jesus sabia que tinha chegado a sua hora” (Jo 13,1a). Jesus se entrega à violência humana, será torturado impiedosamente, crucificado como um bandido, sepultado às pressas. Tudo por amor aos irmãos e irmãs. Ele se entrega livremente para que, com sua morte, todos tenhamos vida em plenitude.
Duas Celebrações são realizadas neste dia:
1. Na parte da manhã é celebrada apenas uma Missa. Em Campinas será às 09h00, na Catedral Metropolitana. Essa Missa é presidida pelo Arcebispo e concelebrada por todos os padres da Arquidiocese, em sinal de unidade do presbitério com o Bispo, sucessor dos Apóstolos. Também, um representante de cada Paróquia da Arquidiocese estará presente para receber os Santos Óleos. É uma Missa riquíssima em simbolismo, pois nela acontece:
a) a Bênção dos óleos do Batismo e para a Unção dos Enfermos e a Consagração do óleo do Crisma. Esses óleos serão usados durante todo o ano na administração dos sacramentos;
b) a comemoração da Instituição do Sacerdócio, com a renovação das promessas sacerdotais.
Nesta Missa da Quinta-feira Santa será promulgado oficialmente o 7º Plano de Pastoral Orgânica da Arquidiocese de Campinas.
2. À noite, depois do pôr do sol, são realizadas Missas em todas as Paróquias da Arquidiocese, relembrando a última ceia que Jesus tomou com seus Apóstolos, em preparação à Páscoa. Durante a Ceia, Jesus surpreendeu a todos ao se levantar e lavar os pés de cada um dos Apóstolos, mostrando que a autoridade só pode ser entendida como serviço aos outros. Na comunidade cristã existem diferentes ministérios, mas todos devem estar a serviço para que se viva o amor mútuo. Depois da purificação, Jesus instituiu a Eucaristia, repartindo o pão e o vinho, transformados em seu Corpo e Sangue. Depois da Ceia, Jesus saiu com seus discípulos e foi para o outro lado do riacho do Cedron, onde havia um jardim. Judas Iscariotes também conhecia este lugar e levou uma tropa e alguns guardas dos chefes dos sacerdotes que prenderam Jesus e o levaram para Anás, começando, assim, o seu calvário. A Missa da Quinta-feira não termina com a bênção. Depois da Missa, faz-se a transladação do Santíssimo Sacramento para um altar lateral ou para um local apropriado, onde acontece a adoração ao Santíssimo, conforme costume de cada Comunidade. Feita a transladação, procede-se à “desnudação do altar”. Lembrando a prisão de Cristo, sua humilhação no julgamento diante de Anás, Caifás e Pilatos, são tiradas as toalhas, flores do altar, do tabernáculo e as imagens. As que não podem ser retiradas, devem ser cobertas com pano roxo.
Fonte: Assessoria de Comunicação da Arquidiocese de Campinas
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